às 03:33 - 10 Comentários
16 anos… puts! O que são 16 anos? Eu comecei a viver aos 10, comecei a pensar aos 13, fui ser alguém aos 15, e agora cá estou eu percebendo que, a despeito do que a Pitty e qualquer outro wannabe filósofo queira nos fazer acreditar, nós temos todo o maldito tempo do mundo, e que cada minuto pode ser uma eternidade se a gente souber e quiser aproveitá-lo. Eu andava meio cabreiro encanada com o fato de que a minha vida parecia já estar toda encaminhada, e que era isso aí, que não havia mais brecha para mudar de idéia. Mas eis então que eu quase me esbofeteio! Como assim não tem brecha? A vida é um leque de possibilidades, e a gente pode realmente ser o que raios a gente desejar! 16 anos é só o começo da vida em si, infiltrando-se em um período que você apenas existia. Talvez tenha sido esse o meu conflito, perceber onde eu deixava de existir e podia começar a viver.
“Não sinto a adolescência como uma passagem, por que, tendo 15 ou 51, a gente segue crescendo e se aprimorando; por isso não cresço com um objetivo distante – como as pessoas costumam dizer “quando eu crescer” ou “quando eu for adulto” –, eu cresço pelo dia seguinte. É, acho que isso me define bem.” Jade Arbo (hm, eu ;D ‘numa entrevista lá)
O negócio é esse: crescer todo o dia, e curtir todas as oportunidades que se apresentarem. Aprender com todas as situações, inclusive os infortúnios, e não pensar nunca que um dia sequer - quanto mais um ano - foi em vão; por que, na verdade, não foi, e eu sei disso.
Sou grata às pessoas e às circunstâncias que me fizeram compreender isso. Agradeço aos que estão sempre comigo, mesmo que alguns quilômetros se imponham entre a gente, e também àqueles que estão do meu lado e que fazem a minha vida ser bem mais agradável. Até os que um dia eu odiei, os que me odiaram, os que, eventualmente, ainda me odeiam… até estes sempre estarão em todas as minhas linhas e em quem eu sou. Afinal, não há romance de um só personagem, assim como é impossível que todos os personagens sejam completamente bons, ou completamente ruins. Dedico este Post, então, a todos os esqueletos e fadas no armário que estarão, de uma forma ou de outra, sempre junto a mim, uns como pessoas, outros como personagens, idealizações.
Decreto, enfim, aqui e agora, o fim do recesso do Unnecessary; e que venham mais desnecessariedades necessárias neste ano de 2009. \o/
Ósculos e amplexos, e um ano beeeem³³³ criativo para todos nós (principalmente para mim :P).



às 12:45 - 5 Comentários
Há exatamente um ano atrás, eu começava um certo blog. O nome surgira de certa frase dita por certo alguém: “We live in an age when unnecessary things are our only necessities”.
Hoje dediquei um tempo para olhar os textos escritos no início de 2008, e compará-los aos escritos da metade ao fim deste ano… E eu senti que pequei comigo mesma. Por que eu não via aquela displicência dos textos mais antigos nos mais recentes; eu senti que eu via objetivo demais em tudo e, pouco a pouco, fui perdendo o gosto de escrever o desnecessário, o trivial; perdi a prática do escrever por escrever. Notei que há muito método e pouca espontaneidade. Então isso tudo não me pareceu certo.
Eu prometi no final de 2007 que faria 2008 valer a pena. Aqui estamos nós. Eu olho para trás, então, e o que eu vejo? Métodos, neuras, preocupações, hipocrisia aos montes; descuido e, por conseqüência, fracasso da vida pessoal. Isso não faz bem a uma pessoa. Isso não deixa uma pessoa feliz. Definitivamente não.
É por essas e outras que o Unnecessary, ladies and gentlemen, a partir de hoje, entrará em recesso, até eu conseguir organizar as minhas idéias e as minhas prioridades. O que não significa que eu vá parar de escrever. Continuarei com Gigi, Kingdom of Words e Cinzas em Netherlake na medida do possível, e talvez eu até comece algo novo para mudar de ares e não perder o costume de ter vários projetos ao mesmo tempo.
Grata a todos que comentam no blog, em especial à Milla, ao Felipe e ao João Pedro, que sempre me deram apoio e inspiração inigualáveis. E é isso aí: Boas férias, boas festas, e até a próxima.

